Eu, por minha vez, não sou o que imaginam, e nem torno as melodias mais suaves quando é conveniente. Não sei ser adepta de situações, elas que têm que se transmutar aos meus humores, reconhecê-los e defini-los. Casei-me até de tentar me descobrir. Não sou humana em qualquer chuva, e não credito elogios à qualquer banco. Não gosto de poréns, entretanto, conseqüências... Não sei fingir que gosto. Pra quem chegou com nada, me contento com pouco. Mas tem que ser pouco de tudo, de cada blasfêmia que desejo, mesmo que um minuto depois eu não queira mais. Não premiei meu ego por ser assim, e entre dividendos das apostas, pesando todos os artefatos mesmo que a balança calibre, fique estabilizada... Considerarei como perda. Eu gosto de perder pra conquistar novamente. Aliás, não sou conquistada. Jamais, por nada e ninguém. Já num psíquico colo aventureiro de loucura, fui amada pelo ouro, e a leal companheira da prata. Constatei que todos os dias eram cinzas, e que o esforço de enxergar o mais profundo das almas em busca de cores eram inútil. Não poupe-me até chegar ao limite. E nessa jornada sem fim onde o céu não é o limite, de tudo que conquistei a única coisa que não podiam me tirar nem a bala de fogo era; A vida plena. Intensamente contestaram a tese da imortalidade, quando a mesma assolava ao badalar da meia-noite. E após toda viagem abstrata, sem rumo, sobraram-se penas as lembranças no fundo da mala.
lguns a temiam, outros a admiravam.
Mais a sua opinião sobre si mesma, ela não tinha.
Juliet Feelings
Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la.